Intuito é qualificar os profissionais a prestar uma assistência de qualidade, com conhecimento científico e prático, às pessoas com deficiência visual

A equipe multidisciplinar da Policlínica Estadual da Região do Vale do São Patrício – Goianésia promoveu nesta segunda-feira, 13, um treinamento para os colaboradores no auditório da unidade sobre o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, celebrado em 13 de dezembro. De acordo com a enfermeira Larissa Nolasco Guimarães Saiki, que conduziu a atividade, o intuito é qualificar os profissionais a prestar uma assistência de qualidade, com conhecimento científico e prático, às pessoas com deficiência visual.

Larissa iniciou a palestra explicando a diferença entre cegueira e baixa visão.“Cegueira é o termo utilizado para a perda total de visão, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille ou de sistemas que verbalizam textos em computadores e celulares para a comunicação de leitura e escrita. A baixa visão é o termo usado para a pessoa que tem sua função visual comprometida, mas que usa, ou é potencialmente capaz de usar, a visão para executar algumas tarefas. Seu resíduo visual lhe permite ler impressos com o auxílio de recursos de tecnologia assistiva, como letras ampliadas, lupas e ampliadores de tela”, destacou.

De acordo com a enfermeira, a Lei n° 11.126/2005 garante que pessoa com deficiência visual, que tem o cão-guia, o direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo. Também é preciso realizar adaptação para que essas pessoas se sintam seguras e tenham acessibilidade nos lugares.

Empatia

Para finalizar a atividade, a profissional realizou uma dinâmica com os colaboradores. Larissa solicitou que todos fechassem os olhos. Ela disponibilizou um vídeo que conta a história de um porco-espinho na escola. O personagem principal tinha dificuldades para desenvolver atividades sociais e laborais, devido a sua singularidade, e vivia triste por causa da sua diferença. Mas ele ganhou dos colegas um presente para ajudar a realizar as atividades e sentir-se abraçado por todos. Durante a exibição do vídeo, todos ficaram com os olhos fechados.

A enfermeira Larissa fez uma alerta da importância de se colocar no lugar do outro e entender suas restrições e particularidades. “Perguntei o que cada um conseguiu imaginar sobre o vídeo, pois estavam com os olhos fechados. Pedi que abrissem os olhos e assistissem o vídeo, os participantes puderam fazer uma reflexão sobre a atividade”, afirma.

Larissa destaca que foi possível identificar a importância do respeito e da inserção da pessoa com deficiência visual, “para que estes possam ter acessibilidade, respeito e garantia do seu direito”, finalizou.

Conscientização

Comemora-se em13 de dezembro o Dia Nacional do Cego ou Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. A data existe desde 1961, e foi criada para reduzir a discriminação e o preconceito com as pessoas cegas. O preconceito contra as pessoas com deficiência chama-se Capacitismo e precisa ser combatido.

A deficiência visual é a perda total ou parcial da visão sem correção óptica. A perda visual pode ocorrer por doenças, acidentes ou má formação.

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